Bom, como todo mundo sabe, antes de eu começar a escrever esse blog e o Ponto Zero, eu tinha um blog sobre espiritismo. Só que com o tempo eu tinha vontade de falar sobre mim, mais aprofundadamente e também ao longo dos anos eu fui mudando com relação à maneira de lidar com a espiritualidade.
Na semana passada eu finalmente retornei à casa espírita onde iniciei meus estudos lá quando eu tinha meus 16/17 anos… Na época era em outro local, bem no centro da cidade, e as médiuns todas quase senhoras de meia-idade ou idosas. De início eu fui chegando devagar… Mas com os anos eu participei dos estudos, aprendi a dar passe, fiz tratamento, ajudei a dar tratamento, participava das reuniões mediúnicas, das desobsessões, dos eventos e tudo o mais. Ou seja, foi uma grande vivência e foi assim que desenvolvi tanto minha sensibilidade quanto meu jeito de lidar com ela, e adquiri mais conhecimentos espirituais.
Agora nessa casinha nova o espaço não é mais alugado, é a sede própria. Aos poucos vão reformando, colocando mais coisas e está muito lindo e aconchegante. Me senti super-bem lá. Fui terça de noite e quinta… Hoje, segunda, estive lá, mas neste dia temos o brique (carinhosamente chamado por nós de “a lojinha“). Falo “nós” porque me sinto parte de lá. Daí reencontrei as amigas, tomamos um gostoso café, conversamos e no final fiz minhas orações. Dessa lojinha sai dinheiro pra manter a casa e ajudar as pessoas… No inverno, por exemplo, já estão as trabalhadoras produzindo blusões de lã pra doar a quem precisa – fora a coleta de alimentos pra doação e tudo mais.
Nas últimas vezes que estive em minha cidade eu vim com meu namorado. Por algum motivo eu não sentia vontade de estar na casa espírita. Não sei se foi uma fase, se pela presença dele… Não sei mesmo. Sei que hoje eu gostaria muito que ele conhecesse aqui, visse como funcionam as coisas, e esse lugar que é importante pra mim. Aliás, ele é ex-namorado agora. Ato falho.
De qualquer maneira tenho escutado coisas interessantes. O Evangelho Segundo o Espiritismo é uma obra que baseia as palestras da maioria das sessões que acontecem… Conheço vários temas. Mas sempre tem algo novo, e sempre tem um olhar novo dentro de mim. Isso é muito bom… Estar aberto pra ao menos ouvir, escutar algo que pode te ajudar a lembrar que podemos ser melhores, ou realizar um mundo melhor.
Agora à noite mentalizei a casa espírita, o Rosas Brancas, e senti uma presença. Essa presença me ajudou a produzir um quadro que levarei amanhã para lá. Chama-se “Irmão Sol”. Colocarei aqui.

Irmão Sol
Pena que não tenho uma câmera melhor. Só essa do celular, mas a gente se vira com o pouco que tem, né? Pra tudo dá-se um jeito.
Parêntese: Final de semana estive em Pelotas e reencontrei os parentes de lá e minha prima dentista revisou meus dentes, e constatou que continuam sem nenhum problema, nem tártaro, nem nada. Tudo em ordem. Fiquei tão feliz e tranquilo com isso… Pena que não pude fazer o esquema pro clareamento com ela. Tentarei ir de novo, mas me falta grana pra viajar de novo a Pelotas.
Doações?
Bem, enfim…
Acho que a fé é uma coisa importante na vida da gente. Talvez não seja a palavra exata… Mas ter uma espiritualidade, um contato, um estudo, é uma coisa que conforta a gente. Isso é bom. Traz paz pro coração. Esperança… Enfim, qualquer que seja o credo ou a crença de cada um.
Como eu estava dizendo houve uma época em que eu assimilava o Espiritismo de maneira diferente. Não sei se me considero espírita, porque estudo coisas que nem sempre se encaixam nele… Mas teve um tempo em que sofri muito por ler em livros de autores ditos espíritas, condenações à homossexualidade, e sugerindo tratamentos com passes, ou que o homossexual nunca poderia atuar como médium ou ainda que deveria se abster do sexo.
Hoje vejo isso como uma grande bobagem. Realmente tem livros e preconceitos que acabam ultrapassando a boa-vontade das pessoas. Eu diria que não existe uma linha dentro dos fundamentos da doutrina espírita (os livros chamados “obras básicas”, o “pentateuco espírita”), que fale nem que sim e nem que não.
Contudo, por tudo que Jesus nos deixou de ensinamento e pelo que Kardec escreveu… Não existe motivo pra tirar conclusões como essas aí em cima que eu li. Que ser homossexual seja errado e que deva ser feito isso ou aquilo.
Se eu pudesse gostaria muito de dizer aos jovens espíritas, ou homossexuais espíritas, que antes de tudo somos espíritos encarnados. Nossa essência é nossa alma. Quando duas almas se amam, não tem nada a ver com o corpo físico. Não importa sexo, ou cor, ou nada. Quando o amor acontece ele é divino por si só. E não há nada de mal em ser homossexual e trabalhar numa casa espírita, ou manter relações com quem se ama.
Enfim…
Vou deixar o post de hoje com mais duas imagens, elas são de dentro desta casa espírita. Uma do salão, onde eu já tive honra de palestrar algumas vezes e também da sala dos médiuns, nossa mesa, onde muito eu orei e trabalhei também. Hoje mesmo estive diante dela pedindo força e luz para mim, para os que amo, os que necessitam, e pelo nosso mundo. Pedi que Jesus tomasse conta do meu coração, e me senti fortalecido.
Meu professor de Xamanismo diz que temos um “lugar de poder”. Nesse lugar nos sentimos fortalecidos e mais dispostos à cura. Não importa onde ele seja, sua casa, um mato, a casa de outra pessoa, uma igreja, etc. Mas sempre que estiver com o coração machucado, em dúvida e perdido, procure seu lugar de poder. Lá sua essência vai ressoar mais forte… Sua alma vai se manifestar… Bem, você é sua alma, rs. Ou seja, você vai sentir seu coração mais forte. Posso dizer que o Sul, e a casa espírita Rosas Brancas são um lugar de poder pra mim.
Por hoje é só!

Salão

Mesa dos Médiuns