M e u S i l ê n c i o

Entradas do Maio 2009

Grande Gripe

Quinta-feira, Maio 28, 2009 · Deixe um comentário

Hoje faz 1 semana desde que comecei a ficar doente. Fui vitimado por uma gripe fortíssima… Sintomas: febre, sudorese, vermelhidão, calor, calarios, dores, fraqueza, etc. A pior noite foi há 2 dias quando simplesmente não consegui respirar. Pode ter sido reação adversa de algum remédio que tomei, mas não tenho certeza.

Intencionava ir à aula, mas realmente não esotu bem ainda. Agora por causa da imunidade baixa estou com outros problemas… E fora os emocionais, porque ando triste e choroso, pra não dizer confuso.

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Dizer adeus

Domingo, Maio 3, 2009 · 2 Comentários

 

Na aromaterapia, o óleo essencial de Cipreste ajuda a lidar com a questão da Morte

Na aromaterapia, o óleo essencial de Cipreste ajuda a lidar com a questão da Morte

Ontem eu estava em casa quando minha irmã me ligou para avisar que a minha avó havia falecido.

Essa minha avó é por parte de mãe, e fiquei muito triste. Ela estava tentando realizar um tratamento na “luta” contra o câncer – cólon sigmóide. Chegou a fazer a cirurgia, mas houveram complicações após, teve de se submeter a outra e por fim foi a infecção na UTI. E então 1 semana depois, acabou.

Confesso que eu estou arrasado. Até o último minuto eu estava com esperança de que alguma coisa poderia acontecer.

Rezei muito, fiz pensamentos bons, acendi velas… Mas acho que nada disso adiantou muito. Parece um pouco com quando a minha bisavó faleceu… E eu tinha lá meus 16 anos. A gente se sente fraco, pequeno, sem poder fazer nada.
Antes de ir pro Hospital ela não tava mal, sofrendo, ou tão triste.. Minha mãe comentou até que ela tava confiante. E por isso é difícil aceitar. Não foi algo “nossa, ela tava sofrendo muito… agora descansou”.

Eu ainda lembro com todas as cores e detalhes de tantas coisas.

Eu acho o câncer uma tristeza sem fim… Porque é como ver uma pessoa indo embora e você não pode fazer nada. A morte é assim. “Eles” vão levando a pessoa… E não tem negociação.

Eu estou numa fase em que não tenho tanta certeza a respeito do que possa haver, e se há, esse outro lado. Eu acredito em Deus ou em uma força, mas não me parece mais tão possível imaginar que um dia vou fechar meus olhos e abrir noutra dimensão. Perdi isso em algum lugar nestes anos, e talvez nunca tenha estado totalmente nas minhas mãos.

Gostaria muito de ter estado pelo menos um dia por lá, de ter ajudado com as terapias naturais… Mas nada disso foi possível. E pra completar eu estou tão longe de casa, que nem tempo eu teria tido de ir ao enterro – que a essa hora já aconteceu.

Muitas pessoas na minha família já se foram, e é como se cada um delas que fosse a história da gente fosse. O nosso “elo” com as nossas memórias desaparece por encanto… E eu lembro de todas essas pessoas que já morreram na minha família, e as vejo juntas em cenas que não fazem mais sentido.

Eu acho injusto que as pessoas morram e que não se possa vê-las ou falar com elas. Acho muito injusto, e sinto muito se eu penso assim. Não encontro uma boa explicação pra isso.

Morrer seria melhor se fosse como ir morar num outro planeta longe, e se pudesse enviar um e-mail ou falar pelo MSN com webcam e voz. Você não estaria junto por um bom tempo, mas sabia que aquilo tudo continuaria e está lá em algum lugar continuando e existindo.

A morte é uma agonia sem resposta. Assutadora! E quem sabe o que acontece quando chegar a hora e a gente fechar os olhos… Qual a sensação, o que se passa. Existe esta surrealidade de “eles nos veem, e nós não os vemos”?.

Como acreditar sem ver?

Estou muito triste e arrasado hoje. A vida passa imensamente rápido. E perto dessa porta da morte eu olho pra tanta incomodação, tanta pequenez que a gente tem de aturar nestes dias… E fico com raiva.

Não há nada que eu consiga pensar para terminar esse texto.

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