M e u S i l ê n c i o

Entradas do Abril 2009

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Quarta-feira, Abril 22, 2009 · Deixe um comentário

Susan Boyle

Me fez pensar:

Ela deu o “troco” em todos que riram e acharam que ela faria um grande fiasco – pela sua aparência e seu jeito singular. Mas e se tivesse cantado super-mal, será que isso daria o direito das pessoas revirarem os olhos, rirem?

O que quero dizer é… Até o dia em que a humanidade tenha sensibilidade o suficiente para não  reprimir a expressão do outro, como querer que o mundo seja diferente?

É como eu sempre digo, as pessoas querem que o mundo mude, e se torne um lugar melhor, mas não tem a capacidade de manter limpo um simples banheiro público – onde bastaria cada fazer a sua parte? Querem uma política incorrupta e funcional, mas podendo, burlam nas pequenas coisas da vida e são incapazes de manter sua palavra?

A coragem de Susan Boyle é um exemplo, para todos aqueles que são oprimidos ou se sentem descaracterizados diante da vida. De qualquer forma é extremamente digno de atenção que isso tenha virado notícia mundial.

Isso quer dizer que de alguma maneira, algo pode estar querendo mudar no coração da humanidade deste planeta.

Categorias: Melody · Messenger

Sonhos

Quarta-feira, Abril 22, 2009 · Deixe um comentário

Hoje sonhei, mas não foi algo muito claro. Só sei que estava numa grande casa e dormindo próximo da minha mãe. Havia outra mulher por lá… O ambiente misturava minha casa no sul com uma casa diferente, como se fosse em algum tipo de hotel-fazenda estrangeiro. Tinha gatos por lá, as portas de saída meio-abertas.

Sei que estava dormindo… Levantei-me, pois não queria dormir perto da minha mãe, então após o cochilo e ter visto ela já afundada no sono, eu saí do quarto e fui beber água. Passei pela outra mulher – acho – e  acasa estava toda no escuro… Mas no fim do corredor havia um quarto com o som da TV muito alto. Pensei em ir até lá, mas não fui… Fui pra cozinha mesmo onde vi a porta de correr de vidro,  que dava para a rua, semi-aberta. Fui até ela e vi que chovia lá fora, de madrugada.

Não sei bem como, mas quando ia voltar essa pessao do quarto no final do corredor, chegou perto. Tinha algo que lembrasse o meu pai, não sei… Não fisicamente, mas no sonho me deu essa sensação que pudesse ter tido alguma relação com a minha mãe ou apenas conhecido ela. Não via ele, mas ele era mais alto e alguns anos mais velho que eu.

Ele foi comigo até o quarto de minha mãe onde busquei minhas coisas, apaguei as luzes e certifiquei-me que ela dormia. Passei por uma sala parecida com da minha casa no sul e saí desse ambiente híbrido com lá.

Sei que eu gostava muito desse homem, e ele gostava muito de mim e queria me proteger. Me tratava de um jeito como nunca fui tratado por algum namorado ou ficante. Dava pra enxergar dentro dele um tipo de segurança que me fez lembrar um personagem da história que ainda não terminei de escrever.

Ele me levou com ele, para dormir com ele e o sonho acabou.

Categorias: Personal

Páscoa

Segunda-feira, Abril 13, 2009 · Deixe um comentário

Minha Páscoa foi bacana, até bastante achocolatada. Tenho rido um bocado, não sei bem porque, mas alguma coisa anda me deixando mais propenso ao humor faz umas semanas. De qualquer jeito tenho um projeto pessoal importante por acabar, que é finalizar a história que estava escrevendo e tive de parar um pouco na ocasião que viajei pro Sul.

Categorias: Personal

Medo

Quarta-feira, Abril 8, 2009 · 2 Comentários

Hoje estou triste porque de manhã uma pessoa em quem eu confio muito me expôs a uma situação inesperada. Essa pessoa me conhece há bastante tempo, sabe das coisas que eu não gosto, das que me fazem mal, e das que eu tenho medo… Ou pelo menos deveria saber.

E então me vi dentro de um tipo de lugar que eu realmente não me sinto nada bem, comecei a suar (apesar do ar condicionado), o coração acelerou, e sentia ao mesmo tempo uma mistura de medo, tristeza, raiva e mágoa por estar ali. Mas foi nesse momento que eu vi que realmente tinha que ficar sozinho.

Gosto muito de gatos, às vezes me identifico com eles. Uma das coisas que fazem quando estão doentes ou mal, normalmente é se isolar. E é aqui onde eu estou agora, sozinho… E estou precisando muito de um tempo comigo. Às vezes é só sozinho que a gente se encontra, e consegue deixar algumas coisas saírem do coração, irem embora, e aceitar as perdas da vida.

(Enquanto escrevo estou escutando a música “Nobody’s Home” da Avril Lavigne – talvez se você ler esse texto e ouví-la, possa entrar em contato com um pouco do que estou sentindo)

E então estou aqui, me sentindo medroso com relação à vida, ao tempo e a mim mesmo. Daqui a pouco vou almoçar, e aí vou comer uma comida feita por mim e que ficou muito boa por sinal.

De qualquer forma… Me sinto meio magoado.

P.S.: Nada como notícias de “casa” pra ajudar a ficar um pouco mais estressado.  :’(

Categorias: Personal

Sábado (In Rafael)

Domingo, Abril 5, 2009 · 1 Comentário

A Música da Floresta do pintor surrealista Vladimir Kush

A "Música da Floresta" do pintor surrealista Vladimir Kush

Sábado foi o dia de ir ajudar na festa dos calouros. Como sou do Centro Acadêmico eu precisava colaborar… Mais uma vez como no ano passada fui um dos meninos das fichas, tirando que este ano – talvez por conta da idade avançada (faço 24 anos em maio) – eu demorei muito a pegar o jeito da coisa.

Infelizmente ontem não era um bom dia. Estava com o rosto machucado (nas áreas dos pontos de acupuntura E6 e VB1), o corpo cansado, e me achando tão medonho que até troquei de roupa 2 vezes porque não me achava bem com nenhuma. Essa semana também foi muito movimentada, praticamente nem pude descansar.

Embora a festa estivesse legal e no Bar tudo divertido, aconteceu algumas coisas que me deixaram a pensar. Teve um menino que veio no balcão algumas vezes e ficava falando e perguntando coisas mais da minha intimidade, sendo que ele não é gay e eu fiquei bem constrangido. Também conversei e encontrei algumas pessoas queridas. E de modo geral tudo me deixou pensativo. Tanto que em dado momento quis ir embora.

Tenho estado numas semanas de ver coisas a respeito de mim, lá no fundo. Dizem respeito à minha… Não diria sexualidade, mas acho que afetividade é mais exato – porque se não fica parecendo que é sexual, mas não é bem isso.

O menino lá me disse que como hétero ele achava que eu era um tipo Cinderela, que é um gay mais sensível, delicado, e que se interessa por homens de atitudes nobres e boas ações. Embora ele ficasse querendo que eu dissesse sim e não – e eu constrangido querendo pular num buraco – ele mais ou menos estava certo.

Mas é um tanto esquisito tudo. Que as pessoas erradas percebam as coisas certas em você. Digo, as pessoas que você não gosta, não se dá bem e não tem nenhum tipo de contato… Conquanto as que você convive, tanto em família, quanto digamos num relacionamento,  não vejam isso… Ou então “esqueçam” e só lembrem quando te atingiram de alguma forma ruim.

Teve algumas vezes ontem que me senti um pouco mal porque sei que acabo dançando, às vezes andando, ou gesticulando, ou falando sem querer, de um jeito diferente, quem sabe “afetado“. E recentemente (leia-se pós ano novo), tô numa época de olhar pra dentro, pra essa parte.

Por um lado eu sinto medo de ser xingado, a até da violência. Por outro, é um outro aspecto… Que é o da rejeição.

Quando se é homossexual, até mais feminino, ou “delicado” apenas, normalmente existe um certo quê de rejeição. Não digo que é errado porque tu não pode querer dizer pros outros que é errado eles não gostarem de algo… Mas o fato é que grande parte dos homossexuais do sexo masculino se sentem atraídos por homens com caracteres mais masculinizados. Tanto que tem muita gente que até se apaixona ou tem fetiches com heterossexuais.

Fica um certo questionamento na cabeça: “eu pertenço a quê?”. É, claro, você se dá bem com as pessoas, ri e brinca. Mas enquanto ser humano que deseja a companhia de alguém para construir uma relação. Como fica tudo isso?

 Eu vivo num relacionamento que atualmente me põe muito de cheque com isso. Nunca me sinto seguro. Isso porque eu sei que tem coisas que o meu namorado não aceita em mim… Do tipo se eu usar maquiagem (nos cílios, ou lápis de olho, ou na sombrancelha), ou então alguns tipos de roupa, ou então alguns gostos e até algumas danças (teve um dia que ficou de cara porque eu falei que ia tentar copiar uma coreografia da música “womanizer”, que até nem tentei).

Então por um tempo, até umas duas semanas passadas, não me dei conta de que eu vinha tentando ser mais “homenzinho”. E no entanto, isso me trouxe grande desprazer.

Tenho percebido só essas coisas todas, mas não sei se eu vou fazer algo em relação a elas, ou nem se realmente é o caso de se fazer. Tudo que sei é que tenho desenhado bastante… E os meus desenhos parecem refletir nascimentos, crescimento, partidas, reencontros… E tenho encontrado muitas borboletas, diariamente as encontro – hoje não foi diferente.

Pelo menos tenho feito nestas 2 semanas, algo que sentia falta. Andava me sentindo muito só, mas desde então pelo menos na faculdade e em alguns lugares ocasionais, tenho encontrado pessoas que não falava direito há tempo, e me divertido conversando com elas.

Noutros sentidos também tem coisas que estou tendo de deixar de lado, forçosamente, pelas atividades da faculdade. O canto é um bom exemplo, estou ainda tentando ajeitar. Mas vamos tentando no que dá.

Individuação é um verdadeiro desafio, criativo, mas ainda assim um processo desafiador.

Categorias: Personal