M e u S i l ê n c i o

Entradas do Fevereiro 2009

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Sexta-Feira, Fevereiro 20, 2009 · Deixe um comentário

Pra Ser Sincero

A voz é minha, as fotos do Emma.

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Preconceito 2

Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009 · Deixe um comentário

Segundo o site de notícias “Gazeta do Povo”, o professor de inglês Márcio Barrios foi afastado após levar a letra de “I Kissed a Girl” (Kate Perry) para trabalhar com seus alunos em sala de aula. Os estudantes estão na faixa etária entre 12 e 14 anos. A escolha não agradou a direção que afastou o professor do cargo e não renovou seu contrato.

Para ele, que era temporário na escola, não apenas a situação o levou a ser suspenso mas também sua maneira de vestir e utilizar o cabelo.

Para quem não conhece a música da Kate diz “Eu beijei uma garota só pra experimentar, espero que meu namorado não se importe / Eu beijei uma garota e gostei, gosto de cereja do batom dela”.

José Valente, secretário de Educação do Distrito Federal disse que “Reflete um comportamento inadequado e, portanto, acabou do jeito que acabou”. Leia a notícia na íntegra no G1, clicando aqui.

O professor disse que a letra da música era adequada para trabalhar o conteúdo na classe, o qual seriam os verbos em suas formas passadas na Língua Inglesa. Entretanto, como resultado foi acusado de fazer apologia ao “homossexualismo” e ao abuso de álcool (quem teve a sorte de assistir a matéria na televisão viu que o secretário por ele mesmo diz isso).

COMENTÁRIO:

Parece coisa de colégio, fazer comentário de notícia, mas não é. Ironicamente, o Brasil é um país que trabalha aos trancos e barrancos para realizar a chamada igualdade social. O Estado se concentra no preconceito contra negros, índios e pobres, fato que se confirma pelas polêmicas medidas de cotas nas universidades, entre outros.

No entando, quando dizemos que o mesmo Brasil é um “País de todos”, incluindo aquela linda imagenzinha que eu adoro, colorida, estamos sendo um pouco distantes de toda essa abrangência. No Distrito Federal, coração do país, o secretário de educação dá o exemplo da disparidade entre slogan e realidade.

Eu gostaria muito de entender o que é apologia ao homossexualismo. Eu acho que isso significa incentivar o comportamento homossexual, certo? Nesse caso, se a resposta for “sim”, então porque nada se diz quando o comportamento heterossexual é incentivado até nas cartilhas escolares? Bem, subentende-se que o comportamento heterossexual seja o correto, e portanto o correto a ser ensinado e aprendido pelas crianças.

Se a homossexualidade não pode se mostrar em sala de aula, é porque os estudiosos da educação em nosso tempo talvez não estejam preparados para isso. E nem o secretário para falar sobre o que não sabe, e emitir então um juízo de valor pessoal – porque ele e a escola entenderam por errado essa dita apologia ao homossexualismo.

Eu pessoalmente não vi como apologia, e acho que – convivendo com adolescentes nessa faixa etária – eles sabem muito bem o que representa homossexual e heterossexual, entre outros. Podem ter dúvidas, mas não é mais algo que não pode ser dito porque eles mesmos falam, nem que seja para ofender uns aos outros. Aliás, se a música faz alguém virar gay ou lésbica, com certeza já era tarde demais porque a canção de Kate Perry não apenas foi muito pedida nas rádios de todo Brasil como o clipe – provocante, sim – passou bastante nos canais de música. Nada que não tivesse sido visto antes e não interessasse a gurizada (porque muitos deles certamente tinham em seus MP4’s ou PC’s da vida uma cópia).

Ao invés de falar sobre tolerância naturalmente, fica eleito um dia de educação sexual nas escolas ou então um grupo de discussão. Mas no dia-a-dia ninguém se arrisca a normalmente ao falar de amor ilustrar sua aula com um casal ou beijo gay.

Isso só corrobora o pensamento da maioria das pessoas de que a homossexualidade em si é ruim e que é um comportamento aprendido, ou fruto de valores culturais. Como homossexual, não concordo. E acho que muitas pessoas não concordam com isso.

Infelizmente quando se fala em inclusão ainda se imagina apenas um tipo de situação. Um adolescente homossexual, ou que se entenda como tal, dificilmente receberá um respaldo adequado em seus 12 anos de idade ou 14 – provavelmente irá ter longas conversas com professor, pedagogo, psicopedagogo, psicólogo, os pais e finalmente um bom psiquiatra – sempre na “esperança” de que seja apenas uma fase, uma dúvida, e logo ele entenda o que é correto.

Eu acredito que a educação tanto em casa quanto em sala de aula – não importa o grau, seja ensino fundamental ou susperior – deveria ensinar o ser a ser livre para se conhecer e ser conhecido. Mas é o que já conhecemos: O papai espera o futuro “filhão” comprando roupinhas do seu time, bola de futebol e um quartinho azul. Ou então a “filhinha” com bonecas, laços, fitas e aulas de ballet assim que possível porque é bonitinho. 

Tudo mudaria tanto se a mãe e o pai, o professor incluído, soubessem estar dispostos a conhecer o que o seu filho vai querer ser e gostar, ao invés de impor a ele o tempo inteiro como e oque gostar ou não gostar, ser ou não ser. Uma vez, apenas uma, li numa revista Caras uma orgulhosa mamãe dizendo que estava curiosa para conhecer o filho que estava em sua barriga, para ver quem ele iria ser, e do que iria gostar e buscar.

Enquanto discutimos as tais cotas, esquecemos que existem muitos outros arquétipos de exclusão personificados nos gays, lésbicas, gordos, “feios”, e etc. que vão além da cor da pele ou da classe econômica. Tornar público serviços e acessos básicos como educação, é muito pouco no que diz respeito a propagar respeito, aceitação e compreensão.

Sempre admirei muito os educadores e por pouco não estudei para ser um deles, mas fiquei extremamente decepcionado com a postura da Escola e do Secretário. Mas, afinal de contas, realmente jovens não sabem nada de sexo e nem de drogas, ainda mais nos anos 2000.

Francamente, quando a gente acha que já viu tudo…

NO MESMO ESTILO

Chamada no mesmo G1: Homossexual expulso de festa na USP diz que sofreu preconceito - Estudante beijou amigo e foi retirado de festa na universidade. O centro acadêmico pediu desculpas pelo “mal-entendido”. Clique aqui, leia e divirta-se com mais um exemplo de exclusão social.

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Designo

Sexta-Feira, Fevereiro 13, 2009 · Deixe um comentário

 

Linus, Snoopy & Woodstock

Linus, Snoopy & Woodstock

Para dar de presente, fiz em 10 de fevereiro de 2009.

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Ultimamente

Sexta-Feira, Fevereiro 13, 2009 · Deixe um comentário

Ainda estou me recuperando do resfriado medonho que eu consegui essa semana. Minha garganta é que está uó. Mas tudo bem, vamos melhorando aos poucos.

Escrevo pra contar que nas minhas férias eu passei um tempo com o meu namorado e foi bem legal até. Tenho percebido algumas coisas durante esse tempo… Acho que é assim mesmo né, com o tempo vamos sempre conhecendo melhor o outro e a gente mesmo.

Engraçado que sempre que vou escrever “meu namorado” me dá uma sensação estranha. Sempre fica no ar uma ameaça ou uma incerteza a respeito de tudo isso. De qualquer maneira eu tenho notado que depois de um parto sombrio nasceu dentro de mim uma mudança de postura. Decidi realmente investir em alguns aspectos internos meus e ver se levo uma vida mais feliz.

Durante o período de férias cozinhei bastante, acho que foi atividade principal. Quem diria? Das semanas de academia direto pro forno… É voltei com recheio extra, tô virado numa bolacha. Mas tô bem, de algum jeito. Não sei explicar.

O que eu ando é meio desanimado, com coisas como a Naturologia, e outros. Pra ser sincero ainda estou com medo do namoro também… Essa semana aconteceram coisas bem ruins e eu fui protagonista de algumas cenas deprimentes. No entanto, tenho visto na prática que às vezes as pessoas nos criticam – a até nos aconselham com coisas do gênero “não sou assim” – e no fundo elas são tanto quanto, ou até mais, como nós naquele sentido.

Minha mãe está passando uns dias aqui em casa também. Às vezes isso é um pouco estranho, talvez eu estaria mais tranquilo também se estivesse numa situação melhor financeiramente.

Hoje eu acordei um pouco melhor, mas ainda pesando as coisas. Acho que pelo jeito chegou a hora de tomar um floral bem específico, mas conto mais sobre isso depois!

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Achando um tempo pra escrever

Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009 · Deixe um comentário

Peguei um resfriado bem forte anteontem. Estou bem ruim… Apesar de que tomei um remédio bom.

Ando pensando em algumas coisas. Alguns questionamentos. Mas outra hora falo sobre eles.

;)

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Sábado, Fevereiro 7, 2009 · Deixe um comentário

BBB 9

O senhor Pedro Bial na noite de ontem avisou “gentilmente” (sim isso foi uma ironia) aos participantes que Ralf do BBB9 não era mais o líder.

O apresentador perdeu a postura e foi totalmente grosseiro. Claro, escondido por detrás das palavras articuladas, não ofendeu a ninguém, no entanto fica claro para quem tem um mínimo de inteligência que ele foi muito infeliz e demonstrou por todos os poros sua indignação.

Cá entre nós, ninguém com quem eu tenha falado acredita que Ralf tenha sido desonesto quando no término da prova no estilo “Há, sei que terminou a prova mas vou colocar o chinelo pra aproveitar!”. Não, não, acho que foi muito instintivo da parte dele e ele esteve certo em se sentir injuriado.

Já há bastante tempo os comentário de Bial não tem sido felizes. Porém ontem ele passou do comum e realmente demosntrou agressividade. Talvez que devesse rever o “VT” fosse ele para ver o papel ridículo ao qual se prestou diante dos Brothers.

A Globo talvez tenha dado um tiro no pé com este BBB9. Não temos figuras cativantes, o quarto branco é de fato uma tortura sim (ao contrário do que acredita Boninho), e tudo foi moldado de maneira a gerar brigas e polêmicas. Isso sem falar no anúncio da saída da participante no site 1 hora antes do início do Paredão, e o “apelo” para que um 2º participante entrasse além de Emmanuel na casa – que foi a Josi, o que era visto que daria “romance” com Ton na casa.

As regras não estão claras (aliás a votação em números NUNCA foi exemplo de transparência) e ontem realmente eu fiquei impressionado. A cada dia uma nova surpresa, porém desagradável.

Outra coisa: Provas de resistência claramente refletem a manipulação por parte da direção no intuito de beneficiar este ou aquele participante. Ora, se todos os “brothers” passaram por exames físicos dentro da casa, é claro que embora ninguém vá sofrer um infarte fulminante durante uma prova de resistência, participantes como Naiá e outros jamais ganhariam uma competição deste tipo pela liderança.

Gosto de acompanhar o BBB porque me fascina o comportamento humano. Mas nesta edição além de observar a má educação e picuinhas rasgadas entre participantes, manipulações de jogadores e edições de cenas (clássico), agora até o apresentador não está mais se segurando.

É, realmente Bial, você é quem precisa ver rodar de novo a cena da qual foi protagonista. Nem um pouco imparcial, por mais que não o tenha verbalizado, o fez subjetivamente através da linguagem corporal e entonação de voz. Espero que muitas pessoas leiam esse texto e fiquem tão indignadas quanto eu pela grosseria com a qual o senhor chamou o “3º VT” ontem. Extremamente desnecessário. Desprestigiante, com certeza!

Talvez pudéssemos ter ganho mais nesta edição do Reality Show, por exemplo, com participantes de estados longíquos do Brasil que não temos oportunidade de conhecer e ver na tv (como os da região Norte e Nordeste – fora a Bahia); outros que tivessem histórias fascinantes; homossexuais e bissexuais; e porque não quarentões e pessoas de baixa renda. Qual o problema de colocarem pessoas pobres no BBB?

Pedro Bial que sempre acreditei defender uma televisão com boa qualidade, ontem deixou bastante a desejar, assim como está deixando esse BBB. Fica pra próxima então, né?

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