M e u S i l ê n c i o

Entradas do Setembro 2008

Gripado

Segunda-feira, Setembro 29, 2008 · Deixe um comentário

Eu fiz outra das minhas. Na tentativa de ajeitar as coisas e dar o braço a torcer, me ataquei da rinite alérgica e depois foi um prato-cheio pra gripe se apoderar de mim. Resultado: Cá estou eu iniciando a segunda-feira com uma falta e com o corpo pesado.

Se não fosse uma pessoa com uma visão mais por cima a respeito da saúde eu estaria focado em me curar, apenas. Mas eu sei bem que essa gripe veio acompanhar um momento bem interessante que está acontecendo. Outra hora eu escrevo – quando me sentir melhor!

Categorias: Personal

3,35

Sexta-Feira, Setembro 19, 2008 · 2 Comentários

A menor nota de prova da minha vida. E isso só comprova mais uma vez a minha aguçada intuição matemática pra saber quanto que vou tirar nas provas. Nunca me senti tão burro.

Categorias: Personal

Noite de 5ª

Quinta-feira, Setembro 18, 2008 · Deixe um comentário

Tô esperando meus amigos pra sair. :)

Categorias: Personal

Sonhos com água

Quarta-feira, Setembro 10, 2008 · 2 Comentários

Hoje tive sonhos muito esquisitos, mas acho interessante colocar aqui duas passagens, meio que a título de lembrete.

Na primeira eu estava no apartamento da minha irmã, onde um dia toda nossa família já morou. Eu estava numa sala conjugada e vi dois estandes um do lado do outro. Eram feitos de vidro, tinham porta de vidro e tudo. Acho que não estavam sendo usados, e por um momento pensei em trabalhar atendendo com florais em um deles, talvez no da direita que eu olhava mais… De repente eu estava no chão, próximo aos dois, e as portas estavam fechadas mas estavam ambos cheios de água. Notei então que existiam frestas embaixo, e que a água tinha que vazar por ali! Demorava muito, mas a água começou a sair e começou com cada vez mais velocidade até que inundou todo o cômodo. Pensei que na minha família iam ficar muito brabos comigo, e a sorte que havia um ralo ali (este ralo não existe na realidade), mas a água havia tomado tudo até acima da canela.

Na segunda passagem estava nos fundos da casa da minha avó materna. Todos estavam reunidos, de pé, em silêncio olhando para algo. Me aproximei e vi dentro de um tipo de tina de madeira, ou algo do gênero, um bebê recém-nascido com a cabeça para fora da água – que estava ali até um pouco mais da metade. Ele tossia, ou estava com alguma dificuldade de respirar que não recordo… Por alguns momentos submergiu, voltou. Havia uma grande pedra de gelo à direita da cabeça dele, em formato arredondado, imensa. Então ele simplesmente tornou a ficar imerso e não subiu mais. Não entendia como que ninguém reagiu, ou fez nada, e coloquei as mãos para tirar a criança. Neste instante várias outras mãos queriam pegá-la, e eu não queria que a pegassem agora. Tirei o bebê, e passei a fazer massagem cardíaca – como aprendi na aula de primeiros socorros – e ventilação. Ele começou a tossir. Fiquei mais aliviado, mas ainda me preocupava: Aquela criança tossia muito, e parecia estar sofrendo demais, agudamente, por algo que eu não entendia – se estava doente, ou com dor.

Foi isto!

Categorias: Personal

Dia de odiar os médicos

Sexta-Feira, Setembro 5, 2008 · 4 Comentários

Wikipédia)

Símbolo dos Médicos (Fonte: Wikipédia)

Hoje foi dia de odiar os médicos. Creio que nunca mencionei aqui anteriormente mas tenho mágoas e questões pessoais muito mal-resolvidas com relação à figura que tenho desses profissionais. Infelizmente a cada dia que passa, conforme vou entrando mais na área da saúde (embora não tão no âmbito técnico e teórico convencional), fico entendendo e decobrindo casos e mais casos sobre suas pessoas e suas grandes trapalhadas profissionais.

Eu imagino que deve ser preciso uma cisão muito grande de personalidade ou uma capacidade de abstração emocional muito grande pra utilizar um bisturi em alguém. Você cortaria uma pessoa numa boa? Eu não. Então me faz crer em algo que li recentemente e diz que os médicos são aqueles que não raro mais têm dificuldades em aceitar doenças em si e nos seus familiares. Ou seja, quanto mais dificuldade, maiores as defesas, e maior esta aparente facilidade em lidar com a dor humana.

Também sei o quanto posso ser injusto nesta generalização. Infelizmente o meu sentimento não se governa tanto pela minha cabeça, e me faz muito mal tudo que toque este assunto. Minha aula hoje foi um martírio emocional interno (estudo na sexta à tarde com uma turma da medicina).

Eu não sei como faria pra resolver estas questões dentro de mim. Quando eu tinha uns 15 anos, fazia tratamento pra emagrecer com um médico. Um dia ele me abordou sobre a minha sexualidade, se eu já tinha me decidido se gostava de homem ou de mulher. Foi uma experiência bastante traumática pra mim que sempre tive problemas com relação à sexualidade e afetuosidade, e isso quem acompanha aqui sabe pois já contei sobre mim naquela época.

Creio que o conhecimento pobre tenha ajudado minha bisavó também a ter o derrame que a levou à morte em 3 meses. Hoje em dia vejo que nenhum deles levou em conta a totalidade de sintomas dela, nem os remédios que tomava e que eram indicados se acumulando uns sobre os outros. Por mal-atendimento em seu último ano de vida, após uma queda, ficou com uma pequena deformidade na região do pulso no encaixe com a mão porque havia sido imobilizada de maneira errada.

Conheci uma senhora que pedia esmolas em Pelotas no calçadão. Um dia notei que ela só ficava sentada. Naquele dia me aproximei da moradora de rua idosa e pequena, e conversando soube que também estava sem poder caminhar direito por erro na hora do tratamento de uma queda.

Um dia desses estive no hospital onde pacientes bastante agoniados aguardavam a boa-vontade do atendente da fila do SUS para abrir o espaço de sentar e conferir as consultas. No corredor estava uma maca coberta por um lençol onde havia uma forma que lembrava um corpo. Senhoras e senhores ali, notei, estavam bastante apreensivos enquanto os grandiosos profissionais passavam sorridentes e jocosos diante do povo cujo nervosismo de estar doente, ainda aumentava.

Eu poderia ficar listando aqui coisas que já me atingiram profundamente. E entre elas o que aconteceu entre namorado e um ortopedista de florianópolis (casado e pai de dois filhos) num espaço de clínica. Isso também veio a contribuir para o meu ódio, raiva, revolta. Acho que se eu me encontrasse com Focault, dar-nos-íamos muitíssimo bem.

São por estas e outras tantas, que me desgosta estar próximo desta classe e desta área em certos aspectos. E me desgosta cada dia na tv que vejo cobranças indevidas de exames gratuitos, maus-tratos e toda arrogância de diversas pessoas que são no mínimo burras e se atrevem a impor pontos-de-vista pessoais. Uma pesquisa que li certa vez dizia que a maioria dos médicos dá conselhos pessoais a pacientes a partir de sua própria vida, e isso aborrecia bastante as pessoas.

Ah, sim, claro… E acho muito bonito que o juramente de Hipócrates se transforme em piada em troca de algumas centenas de reais, para fazer um atendimento porco e depois pôr a culpa unicamente na má-administração pública, no sistema de saúde ou nos demais profissionais de área da saúde.

Se algum dia algum médico ler isto aqui, eu peço desculpas caso se sinta atinjido. Por outro lado, se isso aconteceu é melhor entrar em contato com o sentimento: Nada nos incomoda se não há um respaldo dentro de nós. Se alguém te chama de algo que sabe que não é verdade, normalmente você não se importa. Porém se entram outras coisas em jogo, bem, aí é outra história.

Por outro lado não peço desculpas alguma. Primeiro pelo sofrimento alheio, segundo pelo meu sofrimento pessoal e o meu direito de sentí-lo e falar sobre ele… E em terceiro para que esse relato que podia ser muito mais longo e exemplificado aos milhares, sirva de inspiração pra que seja feito da saúde algo digno, um exercício humano.

Quando for usar seu bisturi, ou pôr um membro num lugar, ou ainda fazer uma consulta sem nem olhar na cara, lembre que ali na sua frente podia ser seu pai, sua mãe, seu irmão… E o pior: Podia estar sendo atendido por alguém tão anti-ético quanto você.

E não esqueçam de lembrar seus pacientes que existe um princípio de autonomia na Bioética e que ele tem direito de recusar o tratamento, o medicamente, e pedir encaminhamento para outro profissional ou terapêutica. Ninguém tem obrigação de se submeter aos caprichos egóicos de qualquer um.

Trate de marcar suas consultas direito: Ninguém tem obrigação alguma de esperar seu almoço prolongado ou os vendedores de empresas farmacêuticas saírem, para você entrar na consulta às vezes horas depois do seu horário marcado. E um aviso: Isso é passível de processo por danos morais segundo meu nobre assessor jurídico, um bom e grandioso cavalheiro.

Adcione no seu conhecimento de bioética algo além da valorização da vida: O respeito pelo ser humano. Você não é Deus. Você não pode fugir de saber que o coração que bate em sua mão porta uma essência, uma personalidade, uma história.

Àqueles que foram vítimas de erros ou maus-tratos de qualquer tipo, aconselho-os a procurarem aconselhamento judicial e fazerem valer seus direitos. Já se passa muito tempo de impunidade e medo – basta!

E que Deus cuide de nós: Cobaias dos homens, nas mãos de simples homens, como nós!

Categorias: Personal

BBB9

Quarta-feira, Setembro 3, 2008 · Deixe um comentário

Categorias: Personal

Tired

Segunda-feira, Setembro 1, 2008 · Deixe um comentário

I’m so tired… E hoje foi um rebuliço. Tantas coisas e amanhã mais outras. Hoje recebi um convite muito bacana do Lord Philip para o teatro sábado – algo de humor estilo terça insana. Tô pensando em ir… E hoje também a Nay me contou que as prostitutas que ela conheceu tavam tirando R$ 800,00 por noite. É nessas horas que a gente pára e pensa seriamente no caso! :) Acho que vou virar michê!

Rapaz universitário, 23a, liberal, estilo cub, pêlos e barriguinha, moreno muito safado. Atende finais de semana, acompanhante. Falo inglês. E sei cozinhar! Preço a combinar (mas que oitocentos viria bem, ah viria!).

Categorias: Personal