Depois que fui ao penúltimo atendimento na Psicologia, percebi que é assim que estou me sentindo hoje. Enquanto algumas coisas vão se resolvendo dentro de mim, outras vão reaparecendo ou surgindo.
Estou sem muito tempo pra escrever, amanhã tenho prova. Mas o que tem me incomodado é como vai ser daqui alguns meses, os meus medos, o confronto com eles, com sentir-me menos, sentir-me rejeitado ou inadequado. O fantasma dessa possibilidade.
Há anos atrás eu tive um sonho pra mim. Depois da época que eu achei que jamais ficaria com ninguém, depois de ter entrado em contato com o Espiritismo, depois que pensar em ficar com um homem já não parecia algo irreal e que não aconteceria na minha vida… Aí eu passei a sentir que existiria sim um alguém. Um alguém especial com quem eu dividiria minha vida.
Talvez meu sonho tenha ido longe demais. Ele tinha vários detalhes.
Mas ao mesmo tempo o que eu tenho na minha vida hoje, os relacionamentos, não tem nada a ver com aquilo que sonhei um dia viver. Um lado de mim pensa que não é certo viver em função de um ideal que pode não existir. Outro lado sente que existe sim essa pessoa, bem deste jeito que um dia pressenti, e que ela também está esperando por mim.
O que me deixa triste é quando eu me sinto mal por coisas que são mesquinhas sim, mas quando o meu pesar por isso mesmo não é levado em consideração…
Às vezes penso e vejo que sou uma compilação de comportamentos do meu pai, da minha mãe e da minha avó – mãe do meu pai. E isso me faz sentir ridículo. Como gostaria de romper com tudo isso, ser diferente, sofrer menos por certas coisas que são tão bobas! Levar a vida e as pessoas menos a sério.
Quanto a mim eu estou sentindo bastante medo hoje. Pelo que eu posso vir a sofrer. Não sei se de fato vou sofrer… Talvez não sofra, talvez eu sofra mas dê conta… Mas o medo é não dar conta. É me sentir menos de novo. É ser visto como menos, e baixar a minha cabeça envergonhado como quando criança, olhando pro chão – arrependido – e balançar afirmativamente a cabeça pensando, “como sou idiota”.
É um ponto delicado o que chegamos depois de quase 1 ano de terapia. O perigo que vem dos meus próprios pensamentos, e nem sempre da realidade. Eu não sei lidar com esse desconhecido dentro de mim, que volta e meia me traz armadilhas ainda.
E apesar de às vezes ainda sofrer, hoje me sinto muito melhor do que há 1 ano atrás. Que engraçado é viver!
Make a wish, take a chance, make a change, and Breakaway… ["Breakaway" - Kelly Clarkson]

