M e u S i l ê n c i o

Entradas do Fevereiro 2008

Coisas Que Eu Sei

Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008 · Deixe um comentário

Meus dias se encaminhando pra mais uma fase terapêutica, mas outra hora explico melhor o que isso quer dizer.

Hoje ri na aula, almocei com os colegas, e fui à tarde conversar com Nay sobre nossos planos. Isso me fez bem. Por outro lado, ainda chateado pela minha irmã e sua coluna. Também me sinto muito cansado, com sono. Parece que as horas da noite não são suficiente, já faz dias. E isso que tenho dormido bem.

Aproveitei hoje para escrever.

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The Winner Takes it All

Terça-feira, Fevereiro 26, 2008 · Deixe um comentário

Estava tomando banho e lembrei de alguém, sim, do ‘____’. Isso porque o Fabinho me comentou dele ontem… Disse que o tinha excluído do MSN, ao que respondi que por essa eu já havia passado no mínimo há 1 a no e meio.

É engraçado como tem pessoas que passam pela vida da gente e marcam. Acabei entrando no Messenger e senti vontade de falar com meu ex, que via de regra está sempre online. Isso no meu outro endereço de Messenger… Senti uma emoção tão forte, algo que tomou conta. É como estar recuperando um pouco do passado, enxugando qualquer lágrima que fica contida.

Sinto tanta falta de algo que eu nunca encontro. Como é angustiante se sentir buscando o que não se conhece… Será que é a mim mesmo? Será que ando tão desligado que fiquei um pouco distante da minha própria fonte? É difícil pra mim me mostrar como eu sou de verdade, me expressar… Deixar fluir as minhas águas.

Meu namorado por exemplo. Ele não gosta muito quando eu faço alguma coisa mais feminina ou afeminada, e tem algumas coisas que fazem parte de mim eu acho. Tem tanto que eu não consigo entender e valorizar nele, mas também eu me sinto bastante desvalorizado às vezes… E eu acho que é porque ele não me enxerga de verdade, lá na alma.

Sempre faz falta uma pessoa que consiga enxergar nossa alma. Se não, a gente corre o risco de definhar, como uma flor que murcha.

Um dia eu me abri, e quis ser aceito por tudo isso. ‘____’ recebeu mais do que eu já dei pra qualquer pessoa, e no fim das contas acabou bem mal, no silêncio. Eu lá, sem saber de nada, sem saber que eu havia me tornado mais um da lista… E os planos, e o resto foi por água a baixo.

E como que eu ia me livrar de lembranças tão boas, Deus? Eu não conseguia, simplesmente doía e eu não aceitava.

E escrevendo agora meu coração dói demais em lembrar disso, em lembrar que existe um pedaço de mim que ficou lá atrás… E eu acho que nunca vou recuperar simplesmente porque eu me desiludi. E não quero passar por tudo de novo… Pela frieza do silêncio.

A coisa que mais fere talvez não sejam as brigas, mas sim quando você se pega de repente imerso na indiferença. E eu não quero isso de novo, por favor.

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½ Apavorado

Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008 · 1 Comentário

Parece mentira que as aulas começaram faz só 1 semana e já tô cheio de coisas pra ler. No mínimo uma pequena pilha, e eu sem o mínimo de vontade [suspiro].

Duas notícias tristes… A primeira é a partida do querido amigo Luiz. Ele vai sair do curso por tempo indeterminado e com certeza é uma grande perda tanto pra Naturologia quanto pra quem convivia com ele mais de perto. Vou sentir falta deste amigo querido e de suas sábias palavras – que me ajudaram bastante nos momentos difíceis pelos quais passei na faculdade.

A segunda é o aparente problema de coluna da minha irmã. Não imaginei que pudesse acontecer uma coisa séria, assim tão perto. Não sei direito o que foi diagnosticado, mas sei que inclui uma hérnia de disco.

Não é do meu feitio ficar falando sobre essas coisas aqui, mas fiquei com bastante dó dela. O ser humano é tão frágil em ser! Gostaria um dia de entender melhor os mistérios da saúde e da cura, pra poder ajudar as pessoas. Mas cada passo que vou pra frente, dou mais dois pra trás cheio de dúvidas e indagações. Até que ponto somos capazes de nos curar, ou de encontrar esse caminho? Teoricamente é possível, biologicamente digo. Mas por que muitas vezes não funciona? Por quê?

Na época que trabalhei com passes eu já achava cirurgias coisas agressivas demais pro nosso corpo… Hoje em dia, com o estudo que eu tenho (ou que eu acho que tenho) continuo achando as técnicas agressivas por demais. Hoje em dia os tratamentos de doenças mais sérias são também tão agressivos quanto elas.

E diz-se que temos grandes desenvolvimentos científicos, mas me assusta ligar a tv e desde o início do ano ouvir qualquer nota que em algum momento diz: “os cientistas estão intrigados“, “isso nunca aconteceu“, “os médicos não sabiam“, “totalmente inesperado“, etc. É nessas surpresas que acometem os cientistas e médicos, e profissionais biomédicos, que mora meu medo e a minha opinião: É muito possível que existam variáveis que são totalmente esquecidas ou relegadas em segundo plano quando se refere à saúde.

Já vi gente que se curou com passe, com canto, com arte, com remédio, com cirurgia, com respiração, yôga, alimentação, psicoterapia, etc. Parece que existe potencial curador não apenas em cada uma dessas coisas isoladamente, mas principalmente dentro da pessoa. Só que ainda não entendo como funciona isso – quais são e como são essas variáveis além do que a gente já sabe de fisiologia física.

Enfim…

Fiz uma massa de pizza que ficou uma graça, essa semana quando fizer o recheio e pôr nela, eu posto a receita.

Tô com bastante medo, apavorado pra ser sincero. Não vejo como conciliar faculdade com as coisas que eu gosto de fazer… E isso me entristece.

Ah!

Se alguém tem algum parente na Globo, fica desde já aberta minha candidatura ao próximo BBB. Não tenho nada a perder, creio eu. Pelo contrário, tenho umas idéias muito boas, rs.

Cansado e com sono ainda fico aqui estudando Inglês.

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Música

Sexta-Feira, Fevereiro 22, 2008 · 2 Comentários

As aulas até que estão boazinhas. Ontem foi a vez de “Musicoterapia”, que é a utilização de sons, músicas, voz, silêncio, etc. como recurso terapêutico de apoio.

Fizemos uma vivência (dinâmica)  onde tínhamos que recordar sons da 1ª e 2ª infância. Lembrei da minha bisavó cantando uma musiquinha religiosa pra mim, depois o sinal do colégio, vozes, músicas, eu cantando no chuveiro, etc. Incluindo sons como de tapas, assim como o próprio silêncio. Posso dizer que foi muito legal… Depois conversamos em grupos de 3 pra trocar recordações, parte bem divertida.

Lembrando de quando eu era pequeno, desse jeito, com foco no som, acabei vendo que até uma certa idade apesar de ter meu jeito diferente, eu era alguém que participava dos grupos. Tipo, eu brincava das coisas que eu gostava, me relacionava independente de isso ser de uma maneira diferente.

Porém quando fui ficando maior, e na idade onde começam a acontecer coisas mais carga de sexualidade alimentando – por assim dizer – eu fui me retraindo. Vejo que a partir daí minha vida sofreu um lapso, e me coloquei distante de tudo e de todos, lá a partir da 7/8ª série. Já não era o mesmo. Eu me mantive infantil durante longos anos da vida, pra não participar de festas e outros.

Hoje em dia sinto falta de não ter vivido melhor os anos em que eu era jovenzinho.

Tudo isso também me fez ver o lapso que parece ter ficado na minha vida na saída do terceiro ano até a saída da arquitetura e, quem sabe, que perdura um pouco até hoje. É como se no meio do caminho eu tivesse de fato perdido algum pedaço de mim.

Quando um pedaço da nossa alma fica preso lá atrás, em alguma situação, mesmo quando é levado por alguém, ou fica com alguém, e não em nós no aqui e agora, conquistamos um grande vazio difícil de preencher. Não estar pleno pode ser considerado uma verdadeira doença porque realmente depois é o que isso tudo se transforma, começando por sintomas bem simples e inofensivos.

Resgatar a alma é fundamental pra viver bem.

A teoria é bonita, gostaria muito de entender como fazer na prática. :)

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Está Chovendo

Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008 · 1 Comentário

Bem, o que dizer?

Resolvi tirar férias de tudo e ainda está caindo a ficha de que as aulas começaram na segunda passada. Muitas mudanças, muitas coisas diferentes, e como sempre fico um pouco “estranho” com tantas movimentações. Ah, como gostaria de viver de maneira mais tranqüila, e porque não, simples.

Uma casinha em algum lugar do Brasil, perto de águas correntes, um emprego, nada demais, nada de menos. Só paz, ou pelo menos, um ambiente onde não exista tanta sobrecarga.

Como todos sabem do meu probleminha com comida, quero relatar que hoje faz uma semana que estou de dieta. Já emagreci 1kg e fiquei desapontado com isso, mas também minhas pretenções são pelo menos voltar a me alimentar dentro de uma faixa de calorias e quantidades mais leves, que não me deixem tão inchado como tava me sentindo.

As coisas andam tediosas, acho que tá na hora de eu começar a pensar seriamente em entrar pro próximo BBB.

Enquanto amadureço a idéia, vou me distraindo com a continuação do livro 2. Às vezes me pergunto porque escrevo esses livros… Tenho dois prontos. Não servem pra muita coisa. Mando pros amigos queridos versões virtuais aqui e ali, eu mesmo os releios vez ou outra, mas… Acabo sempre me perguntando “pra quê”.

“Pra quê” é uma pergunta que pode ser bastante perigosa se você começar a pensar nela nos diferentes aspectos da sua vida. É surpreendente como logo-logo você começa a ver que a idéia da casinha perto das águas não é tão absurda.

Afinal de contas, o que vale mais é sempre o amor, o companheirismo, as amizades, não é? O que se pode fazer de bom ou de produtivo. No fim das contas, a vida perde bastante o sentido quando as coisas ficam balançadas nesses setores.

Ano novo… Vida nova? Não sei. Só sei que estou doido pra ver a abertura das Olimpíadas na China. Esse é meu maior objetivo esse ano! Ficar todo arrepiado com músicas e coreografias, e depois acompanhar o meu amado Diego Hypolito pulando e dando viravoltas pra lá e pra cá, assim como o pessoal da ginástica.

Não é adorável todo aquele espetáculo de cores e sons? Amo aquilo, mais do que qualquer partida de futebol. Não me surpreende que se goste tanto de futebol… É um tipo de agressão socialmente aceitável. Não tem espada, não tem escudo, lança, leão faminto, nem pedras, mas não é que funciona pros marmanjos? E eles se abraçam emocionados e choram que nem bebê quando o time perde, e aí chegam em casa e ensinam pro filho que é coisa de viado abraçar homem.

Pior que isso só as propagandas na tv. Sou a favor da proibição de propaganda de bebida alcoólica, assim como acho que devia ser proibido vender bebida em posto de gasolina. E tem mais, se eu fosse artista eu podia sim me vender pra uma marca, mas me recusaria a fazer propaganda de cerveja, por exemplo. Ainda me surpreendo com como as pessoas são estúpidas nesse ponto.

Depois quando resolvo comentar minhas teorias, todo mundo acha ruim. Como o Gaspa falou hoje na tv, tem esse povo que ama dizer que querem sinceridade, mas quando ouvem as verdades saem correndo. Por exemplo de teoria posso dar meu pensamento de que toda eleição – de presidente a prefeito, todos os cargos políticos, incluindo de senhor senador - tinha que ser feita sempre em conjunto e a cada dois anos.

Aí meu cunhado revoltadinho argumentava que era “pouco” tempo pra mostrar efeito. Ah, e daí? Era justamente pra se a gente não gostasse, dar logo o pé na bunda da cafajestagem. E aí também entrava a “responsabilidade” do representante público de fazer seu trabalho mesmo com o risco de não ser ele a pessoa a concluir. Abaixo o orgulho!

Mas, como dizia o Marcelão lá em Pelotas, se o mundo fosse perfeito o Bis seria do tamanho da sua caixa.

Acho que nasci no século trocado. Até mesmo porque muitas das coisas que eu gostaria que existissem, ainda não existem, e estão longe. Minhas próprias teorias de saúde são tão abstratas que nem saberia como explicar elas pra adequar ao que se tem por aí de estudos.

E eu continuo por aqui. Ah, se eu tivesse uma chance, rs.

Rafa olhando pra baixo. Lá, lá, lá!

p.s.: Atualizado “Ponto Zero” – http://ponto0.wordpress.com/.

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