Hoje à noite cheguei da casa do meu namorado e fui pra faculdade pesquisar algumas coisas. Na volta tomei banho, jantei, assisti um pouco de televisão e resolvi entrar na Net com meu chá de camomila… Eis que meu ex me chama no MSN.
Perguntou se eu não tinha lembrado dele hoje, e eu falei que sim, que na verdade tenho lembrado dele fazem alguns dias. Ele falou que hoje tinha mexido nas coisas que eu tinha dado a ele: Cartas, papéis dos bombons que ele guardava, desenhos, etc. E que o sentimento veio muito forte, a ponto de ficar pensando…
Conversamos um pouco e depois eu saí.
Uma coisa que eu sempre disse a ele e algo que eu pessoalmente acredito muito, é que o amor de verdade nunca se perde. Quando você se permite amar uma pessoa pelo que ela é, sem estar condicionado ao resto, você ama de essência para essência… E isto é um desafio.
Deve fazer mais de 1 ano desde que terminamos… Nosso namorou durou 1 ano.
Em termos atuais isso já é bastante tempo tamanha a rotatividade de emoções vigente na nossa sociedade. Em termos de relacionamentos homo, eu diria que vale por mais tempo ainda… Pois a maioria termina na rapidez com que começou.
Demorei bastante tempo pra aceitar que havia acabado. Assim como hoje em dia as situações de lá se repetem no agora, eu percebo com a maturidade de quem avançou mais um pouco no tempo e de quem se dedicou a estudar o ser humano, que muito das brigas era pra me machucar: Eu encontrava motivos pra brigar, pra me sentir querido e mimado depois, pra ferir e no ferimento encontrar atenção e a intensidade do amor que eu não confiava.
Amei ele. Não acredito que amor acaba… Pode mudar, tornar-se carinho ou guardado. Mas essência a essência, amor de fato, não se perde no tempo.
Ainda amo meu ex.
Tivemos um tempo que foi marcante em minha vida e ele foi extremamente importante pra mim… Não temos mais tanto contato agora, e sei que ele namora com o primo de uma colega minha – mundo pequeno.
Ele falou que não podia me ver sem pensar em me tocar.
Brigamos feito cão e gato. Mas no final das contas ele sempre tava lá, e eu lá também… Ele me apoiou, eu apoiei ele. Pena que fomos pequenos demais pra segurar tanta bola… Foi tudo ficando tão sério, tanta cobrança, meu Deus… Era nosso primeiro namoro sério, meu e dele. Como agir, o que fazer? Homem com homem é a mesma coisa que homem com mulher, dá pra se basear nas mesmas coisas? É diferente? Não é? Não dava pra saber nada, não tinha de onde tirar… E o ciúme, demais, meu, dele, nosso.
Às vezes converso com meu atual namorado, e acabo falando algumas coisas daquela época. Porque fez parte da minha vida.
Sinto saudade sim, acho que se visse ele hoje eu ficaria balançado lá no cantinho…
Mas também hoje eu estou com uma pessoa nova, numa outra fase, vivendo outro tempo. Saudade sempre a gente sente… Faz parte.
Amo meu namorado, e me permito amar como não me permiti; graças a Deus também posso compreender melhor que muitos dos problemas estão em mim.
Só sinto muito por ter terminado o meu ex-namoro como terminou… Tão mal.
Acho que se o meu namorado falasse assim do ex dele, eu sentiria ciúmes, de que ainda o amava de certa forma, etc. Talvez essas coisas não sejam feitas para serem ditas aos 4 ventos, mas apenas sentidas e compreendidas
[suspiro]
Nunca fui bom em deixar as coisas irem, se acabarem. Espero conseguir e estou trabalhando pra isso… Mas sobre o amor, a minha opinião sempre vai permanecer a mesma…
Assim como meu ex, teve o Alec, assim como Alec, antes de todos o meu anjo de asas negras e olhos verdes. E de alguma forma é muito estranho revisitar essas pessoas e ver que o Rafael de hoje, mudado mas no fundo ainda igual em alguma coisa, os ama cada um a seu modo…
E como fui tolo em crer que o amor não se aplicava a mim, que eu não era amado e que não o poderia ser por ‘N’ motivos.
Sou grato a Deus pela pessoa que está comigo hoje, e que me ajuda e tem tanta paciência e amor para comigo. Temos o mesmo ritmo, adoramos as mesmas coisas… Exceto por detalhes como estilos musicais e visões pessoais do mundo, profissão, etc. Mas tem tanta coisa além disso…
Ainda tenho medo que tudo se acabe, acho que é o trauma – de me sentir abandonado… De ver promessas se desfazerem na frieza de um olhar tão repentino… De não saber pra onde foi tudo aquilo. Estou abrindo meu coração, e essa represa tem muita água suja e feia, que às vezes tem gosto de raiva, de ódio, de mágoa… Mas também deixa passar luz.
Eu não sei do futuro, e me esforço pra controlar a minha mediunidade de premonição – aliás mediunidade que ele me aconselha mais a cuidar, mesmo não sendo adepto de centro espírita, apenas tomador eventual de passe. Não quero saber, apenas viver…
E aqui termina esse desabafo tão no calor do momento.
Amar, de fato… Verbo intransitivo.