M e u S i l ê n c i o

Entradas do Dezembro 2006

Vou-me Embora pra Passárgada!

Sábado, Dezembro 16, 2006 · 4 Comentários

Ontem a apresentação de Natal que o nosso Coral participou, marcou também a minha última noite aqui em Palhoça. Última no sentido de que entrei de férias, e que hoje, daqui a algum tempo, estarei indo de volta pra casa no Sul. 

Não posso escrever muito mais porque o pessoal chegou e eu já vou, rs.

De qualquer maneira o ano que está passando levou muitas coisas consigo. Teve momentos bons, momentos difíceis, mas muito aprendizado. Me considero alguém um pouco mais maduro e com uma cabeça bem melhor pelo menos do que quando eu tinha lá meus 18/19 anos.

Quero deixar um abraço pra todos, e espero poder escrever nas minhas férias.

Até mais!

P.S.: No computer at home. Ow!

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Crab Apple

Quinta-feira, Dezembro 14, 2006 · Deixe um comentário

“Crab Apple” (Maçã-brava) é o nome do floral que traz à tona muitas questões de impureza, auto-desaprovação, imagem negativa de si mesmo. É considerada uma essência de limpeza e que portanto, desintoxica emoções profundas há muito guardadas ou esquecidas.

Ontem foi um desses dias.

Como todos sabem, tô empenhado em descobrir a origem do meu mal-estar comigo mesmo, se de fato é fruto de um aspecto puramente estético. Só sei que por duas vezes no mesmo dia, senti algo que tava há muito, mas muito tempo sem sentir… Trata-se de achar um cara muito interessante, mas descobrir depois que ele não é gay.

Na verdade isso sempre aconteceu comigo… Os caras que eu mais me interessei, naqueles casos de bater o olho e sentir uma grande atração, sempre foram os que não eram homossexuais. E eu não sei o porquê disso, mas só sei que traz uma sensação muito ruim pra dentro de mim.

É como estar diante de uma coisa que não dá pra alcançar… E meio que de conformismo. Mais ou menos como saber que por dentro, bah, eu me sentiria apto a atrair a atenção do cara pelo que sou, pelo meu jeito, sei lá… Mas que por fora, fisicamente – e obviamente – jamais ia dar pano pra manga.

Acho que o parágrafo ficou meio exagerado, mas às vezes eu exagero mesmo pra poder ver as diferenças entre uma coisa e outra, ou pra analisar melhor.

Meio que no fundo eu acho que eu sempre procurei de fato foi um homem heterossexual, e isso é meio louco. E eu admito que os que mais me interessam além destes são os bissexuais.

Talvez eu tenha crescido me sentindo inadequado, achando que na minha mente pelo fato de eu não ser mulher, jamais poderia atrair atenção de um homem que eu achasse atraente – como se esse tipo de homem, com uma postura mais “máscula”, não houvesse no meio homossexual. E confesso que pelo menos na minha abrangência de contatos, não tem.

Tem uma outra coisa que me acontece também que é me transformar num pato quando tenho um encontro. Eu não tenho assunto, fico inseguro, não sei o que dizer, o que fazer, como agir… Não tenho parâmetros, e entro em pane. Se rola beijo então, das últimas vezes que aconteceu, eu simplesmente emudeci, fiquei totalmente estranho.

De qualquer maneira, às vezes eu sinto como se a energia dos homens heterossexuais e “alguns” bi, tenha algo diferente, que me chama muito atenção. E como eu disse, acho que essa vibração, essa sensação, ainda não tive perante alguém que eu tenha conhecido como gay, ou que estivesse acessível.

E pelo jeito das coisas, eu estou inacessível também.

Ser capaz de se sentir amado. Se sentir capaz de se sentir amado… Eu nunca me senti amado. Eu nunca me senti capaz de me sentir amado.

Por quê?

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Gotas Florais

Terça-feira, Dezembro 12, 2006 · Deixe um comentário

Floral 

À tarde, depois de dormir, estava no computador, tinha ido ao mercado também, e me veio aquele click intuitivo: “liga pros teus avós”. Ressabiado que sou por não escutar minha intuição e geralmente sentar na graxa como se diz popularmente, saquei o telefone e liguei meio duvidoso.

Meu avô tinha viajado. De fato minha irmã mais velha havia me mandado um e-mail dizendo que eles tinham me pedido pra procurar qualquer floral que tivesse por base a flor da “urtiga” e atuasse sobre os problemas de próstata… Até estudei e encontrei dentro do Sistema de Florais “Filhas de Gaya” um que realmente é dessa flor, só que como todo floral ele atua nas emoções. Caso é que se pode fazer mesmo uma associação psicossomática de uso.

Bom, eu disse que era difícil conseguir um, mas que eu ia conseguir sim, que já tinha feito uns contatos. Até achei ela, minha avó, meio diferente, pois estava bem mais “leve” no humor e na fala… E então ela me disse que tinha dado tudo certo com relação ao nódulo que minha tia havia extraído do seio, e começou a falar dos florais.

Quando meu vô teve aqui de sopetão, eu enviei pra ela, sabendo que ela estava pirando (pra variar) com os problemas lá da minha tia e outros, uma “receita” de essências que poderiam ajudar ela, dar um suporte.

Eu estava até revendo aqui meu diário. Na época eu fiz uma composição que atuaria sobre uma pessoa que houvesse passado por traumas e que vivesse continuamente no passado, a ponto de esgotar a mente e a vitalidade nisto. Alguém que se tornou dominador, inflexível, impaciente com os outros e com seu ritmo de ser… Exercendo um afeto manipulativo e exigente de atenção, magoando-se facilmente com as coisas e pessoas.

Pra resumir a história, eu não sabia que ela tinha feito nem que tinha tomado. Pois não é que tomou? Disse que se sentiu muito bem, e que ficou melhor com relação às preocupações. E que até o tremor dela tinha sumido. Utilizou dois frascos de tratamento, pelo que sei, e agora tá recomendando pra Deus e o mundo.

Eu fiquei muito feliz, claro… Porque eu AMO os florais, e acho fantástico poder auxiliar uma pessoa através deles. Minha mãe e meu padrasto também relataram uma melhora bastante positiva em diversos aspectos. E acho que o máximo de tudo é tu realmente falar com a pessoa, “sentir” ela e perceber que realmente há uma diferença.

De qualquer maneira, hoje eu peguei meu novo composto, feito das seguintes essências:

Aspen - Medos e preocupações de origem desconhecida. Maus pressentimentos.

Chestnut Bud - Dificuldade em aprender com os erros do passado.

Clematis - Sonhador, idealiza muito mas não concretiza.

Crab Apple - Imagem negativa de si mesmo. Sensação de “impureza”.

Gorse - Desesperança, desânimo profundo, desistiu de lutar.

Mustard - Tristeza profunda, sem causa conhecida.

Walnut - Hipersensíveis a mudanças e influências externas.

Isso tudo eu escolhi justamente pra me ajudar nesse processo que eu tô passando de re-conhecimento, da relação que tenho com meu corpo. De estar entendendo o porquê, estar mudando minha maneira de me ver e de me sentir… Creio que vai agir bastante sobre o meu chakra do plexo solar, porque sinto a vibração nele quando sintonizo o frasco.

Ah, pois é: Eu sou sensitivo.

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Certo!

Segunda-feira, Dezembro 11, 2006 · 3 Comentários

Certo

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Um Dia de Crise

Domingo, Dezembro 3, 2006 · 7 Comentários

Ontem eu levantei tarde, e acabei nem almoçando. Arrumei-me direto para ir pro ensaio do coral. Eu não estava me sentindo muito bem, mas nem sabia exprimir exatamente o porquê deste sentimento. Só sei que acabei saindo de casa e indo pra faculdade.

Chegando lá, comprei uma água mineral sem gás, procurei pelo pessoal perto do auditório. Logo de início vi que eu estava mais a fim de estar sozinho, fiquei quieto, distante, observando o vento lá fora… Só me dei conta de que estava muito pior do que imaginava quando começamos de fato o ensaio e eu não conseguia fazer o aquecimento de voz direito, e na hora de cantar “Canção de Natal”, minha voz simplesmente não saía.

Um certo desespero tomou conta de mim, o que eu podia fazer? Peguei minha pasta, e saí de lá. Caminhei pelos corredores vazios do 3º pavimento, fui no banheiro, sentei durante um tempo nos degraus da escada e por fim fiquei olhando pra rua, lá no corredor de cima.

Dei-me conta de que estava tendo uma espécie de crise depressiva, como há muito tempo não acontecia.

No intervalo onde estive parado sentindo o vento e escorado na janela, percebi que estava chegando não apenas ao final do semestre, mas também enfrentando o fim de muitas coisas. E eu confesso que não sou bom em lidar com finais, com partidas, com perdas… Embora me adapte com relativa facilidade a situações, alguma coisa dentro de mim não consegue se desprender de tudo o que passa, é como se eu tivesse muito medo de sofrer e então tentasse carregar comigo aquilo que me desse “chão”.

É sempre assim quando me deparo com o fim e o intervalo que há entre o que está ficando para trás e o novo e desconhecido “próximo” passo.

Tô me sentindo meio inseguro com o fim do tratamento do CPN, com o fim das aulas, e com o meu iminente retorno a Camaquã. Lá, eu não tenho muitos amigos, eu não vou ter muito o que fazer, e também fico pensando que o tempo é muito curto pra desenvolver coisas e depois ter de deixá-las. Existe um lado de mim que diz, “o tempo por mais curto que seja, merece sempre ser vivido intensamento, porque é isso que o torna de fato um tempo bem-aproveitado”…

Só que como tudo que acontece, tem uma distância grande entre aquilo que você aprende e conhece, e aquilo que você está sentindo. “Sentir” algo às vezes trai muito do que você prega, ou aprendeu, ou está pré-conceitualizado na sua mente.

Eu só sei que eu tinha duas escolhas ontem: Ou pegava meus materiais e voltava pro Apartamento, ou voltava pro Coral e tentava cantar. E eu escolhi tentar

Trocamos de auditório em função de um evento que ia haver no que estávamos, e logo eu estava sentado bem no canto. A princípio a dificuldade, a voz ainda não saía… Logo não conseguia pegar as notas, entrar no ritmo. E terminou que foi uma das vezes que melhor cantei em todo este tempo de ensaios.

No fim fizemos uma dinâmicas onde ficamos em círculos no chão, com 3 pessoas formando um pequeno no centro, outro em seguida maior – o que eu estava, e outro ainda maior de pé às nossas costas. E aí entoamos músicas, e na última, em Piano (som mais fraco), pude ver de fato que estava conseguindo cantar em conjunto, sem ter medo de expor a minha voz. O momento especial foi de pé, todos abraçados, cantando “Amor de Índio” (se não me falhe a memória pois eu estava bem emocionado), e eu entrei em uníssono com o Daniel, que é um dos meus colegas tenores dentro os que mais cantam melhor!

Nota do Autor (ai me achei agora, né?): Uníssono é quando as vozes entram em harmonia, ressonância. Como se formassem uma só voz.

Depois disso fui convidado pra ir pra casa ali perto de um casal de integrantes, e lá ficamos conversando muito e cantando também. Só passei em casa antes pra fechar janelas e arrumar umas coisas… Quando cheguei devia ser 1 da manhã.

Às vezes, portanto, ainda passo por momentos difíceis. Tenho realmente uma tendência a momentos depressivos, eu diria. Mas hoje vejo que a maneira pela qual passo por eles, é bastante diferente daquela de alguns anos atrás… E que a cada dia, sigo no meu caminho de vida, tentando crescer, tentando viver em paz.

Tenho muitos medos dentro do meu coração, incertezas, defeitos, virtudes, memórias, forças e fraquezas… E hoje vejo isso claramente. Não sei aonde isto tudo vai levar, mas eu sei de uma coisa, eu estou tentando.

Como está escrito no meu orkut: “Eu Sou a minha melhor tentativa”. E um dia falarei sobre isso aqui. Por hora, era o que eu queria dizer.

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Rapidinha

Sábado, Dezembro 2, 2006 · 1 Comentário

Fiquei contente: Entrei em uníssono com um dos tenores do coral que eu acho que canta melhor! :D

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Pirando Com Certeza

Sábado, Dezembro 2, 2006 · 2 Comentários

 Saturado

Pela frente as duas últimas semanas de aula, e pra trás um caminho bem grandinho que eu percorri. Na quinta passada foi meu último dia de atendimento no CPN (Centro de Práticas Naturais) da Naturologia Aplicada… Fiquei muito emocionado conversando com a Marina sobre tudo que se passou nestes últimos tempos e como meu período de “interagência” com ela ofereceu um grande suporte pra que eu pudesse chegar até aqui.

Eu podia enumerar uma série de coisas, mas acho que o aprendizado maior fica em estar mais centrado. Ao se tratar com um naturólogo tu inicias uma jornada de auto-conhecimento, e percebe que não apenas as mazelas do seu corpo, mas os acontecimentos da tua vida, fazem parte de um mecanismo muito maior que visa te ensinar alguma coisa ou te guiar a algum lugar.

Passamos batido por nós mesmos pela falta de costume em observar nossas fraquezas, sombras, alegrias, nossos próprios sinais que se manifestam a todo momento…

Eu sei que tô meio cansado já, naquela Síndrome da Aversão. Isso acontece com os estudantes todo fim de semestre, quando tu já não suporta mais aula nenhuma, por mais que tu as ame, e começa a te estressar até com os colegas. Já tô louco pra voltar pra casa, ficar lá, rever todo mundo… E logo me enjoar e sentir falta daqui, eu sei, mas faz parte. Tô bem saturado.

Bom, continuando no relato hoje eu conheci um guri da Net. Viemos aqui em casa, rolou uns amassos e tudo, foi bem bom… Mas confesso que não senti nada a mais por ele, embora ele seja muito legal. Sabe quando não dá aquele “pano pra manga”, tipo, não rola um desejo de ter algo além… Mais um momento mesmo? Foi mais ou menos assim.

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