Ah… Pois então, pra não dizer que nunca fiz uma dessas, ontem eu e o michê – a quem apelidei meu amigo querido aqui em minha cidade – estávamos conversando de noite sem nada pra fazer.
- Vamo pra zona? – eu perguntei.
- Vamo! – disse ele triunfante.
Checamos as economias e lá fomos nós de táxi galgando o morro até o alto. Era bem naquela casona que sempre tive curiosidade para entrar. O esquema é, paga 10 pra entrar, ganha 1 garrafa de cerveja “grátis”. Deparei-me com um ambiente surpreendentemente nada vulgar. Pelo contrário, as moças muito simpáticas e o ambiente convidativo pra dançar.
ÓBVIO que eu não fui com intenção de obter sexo pago! Mas foi um dos lugares que saí nesse ano que tinha a melhor música pra se dançar, e não me fiz de rogado. Em locais de moral duvidosa e necessidade de sigilo, ninguém pode te censurar por dar passos ousados!
Não é que hoje recebi um sms de alguém que me achou “gato”? Desconfio que foi o dono de lá, um carinha bem bonitinho! Ai ai… Foi divertidíssimo, ri bastante. Ultimamente tenho atraído as situações mais doidas e divertidas. E isso me deixa contente, a vida com mais sabor. E mais cor, ahá…
No momento de 2 cervejas e meia internalizadas, levantei as mãos pro céu e disse ao michê: “Meu pai deve estar orgulhoso” e enviei um beijo pra cima. Rimos eu e o michê. Ironia, óbvio.
Só sei que onde se menos espera, se pode encontrar uma boa diversão. Às vezes por preconceito a gente perde de conhecer melhor pessoas e lugares e acaba perdendo de dar boas risadas e fazer amizade… Mais uma vez fiquei feliz, a fanchona – lésbica, rs. – porteira disse: “olha que eu não gosto de homem, mas dele eu gostei”!
Ah… E a vista de lá de cima era simplesmente linda.



