M e u S i l ê n c i o

Dia 2

Sexta-Feira, Julho 10, 2009 · Deixe um comentário

Vejamos o que eu fiz. Desde ontem me envolvi em algumas aventuras perigosamente engordativas. A primeira foi à noite ao enfrentar um pastel de SEIS queijos e outro da calabresa. Realmente não sei como eles conseguiram ocupar os 2 o mesmo espaço, mas eles entraram. E hoje com um almoço que era pra ser só sanduíche e foi acompanhado de mais algumas coisinhas.

Talvez com isso eu volta pra SC tendo recuperado alguns dos vários quilos que eu acabei perdendo depois do fim do namoro. Ganhando coxa, bunda e formas mais curvilíneas, está de bom tamanho.

Tenho me sentido estranho… Hoje escrevi uma música nova. Esqueci de comentar no blog que desde o ocorrido já escrevi algumas, mas timidamente. Com a de hoje são quatro. Daqui a pouco já vejo gravações, fama e holofotes, e a imprensa censurando minhas banhas.

Brincadeiras à parte… Hoje foi mais um dia de a minha mãe contar coisas a respeito do falecimento da minha avó. Recebi algumas coisas que ela deixou pra mim: Um tarô de Marselha com um livro, um livrinho de runas, 3 livros de orações da Cruz de Caravaca, e um caderno com letras de música, alguns pensamentos e uns 2 desenhos (casas, barcos, coqueiros, etc.). Vi fotos antigas e outros itens.

O contato social anda parado. Na verdade tô reavaliando algumas coisas e isso é um pouco doloroso, admito, confeso! De qualquer jeito, mora dentro de mim um arquétipo perigoso e eu espero que ele não tome conta uma hora dessas. Penso que é difícil conviver com algumas coisas com as quais tenho convivido… E me pergunto, até onde vou? Até onde eu vou seguir?

Até o presente momento, sem mais notícias. Semana do Presidente.

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Primeiro dia

Quinta-feira, Julho 9, 2009 · Deixe um comentário

Hoje voltei pra casa. A viagem, não posso dizer que foi cansativa. Antes de embarcar me arrisquei na perigosa aventura de comer um lanche da rodoviária: uma lata de Coca [safe] e uma empada de 4 queijos [not too safe] – que a propósito me queimou a língua. :p

Consegui dormir a maior parte do tempo, só me acordando de vez em quando pra me revirar na poltrona. Depois chegando em POA fiz uma ponte térrea [leia-se não-aérea] para a minha cidade. Aqui chegando revi uma irmã, meu cunhado e a minha mãe… Fiz almoço e me atualizei em alguns “assuntos de família”. Ainda estou vivo.

Meu coração ainda está triste. Tanto pelo término do namoro, como pela morte da minha avó. Minha mãe contou algumas coisas sobre o tempo que ela esteve no hospital, e depois meu tio esteve aqui e contou outras a respeito dela que nem a mãe sabia ainda. Como por exemplo, que às vezes ela chorava preocupada que a mãe perdesse a casa da praia devido a uns problemas de banco antigos que envolviam o meu avô já falecido.

A boa notícia é que aparentemente vou poder usar a internet porque minha irmã do meio comprou um laptop e pôs banda larga. Então eventualmente poderei escrever ou passar o tempo. Por enquanto é só.

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Indo pra casa

Quarta-feira, Julho 8, 2009 · Deixe um comentário

Ida: hoje, 8 de julho.

Voltando: 22 de julho.

Destino: Rio Grande do Sul.

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Ponto Zero

Segunda-feira, Julho 6, 2009 · Deixe um comentário

Atualização: Ter Fé.

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Seguindo em frente

Quarta-feira, Julho 1, 2009 · 1 Comentário

Os dias foram muito duros após o término. Fiquei dias e dias chorando desconsolado, achando que minha vida havia perdido o sentido… A dor do abandono, da rejeição. Passe quase uma semana inteira destilando dor de dentro de mim. Sem conseguir falar muito com ninguém, sem cair nos prantos, quer pessoalmente, quer por telefone. E todas as coisas doíam.

Depois disso tive um pouco mais de força. Saí com amigos, conheci pessoas… Mas é estranho esse luto que a gente passa pelas pessoas que perdemos e continuam vivas. Você não acende velas para eles, nem vai ao cemitério ou ora por sua paz. Você os encontra no MSN, sabe como foi o dia, e faz um esforço pra não achar ruim a ausência.

O que ainda sobra, e muito, é a tristeza por estar longe de alguém que gostei tanto. Por 2 anos. Me sinto dividido entre o passado e o futuro. Estou muito carente, tudo o que eu queria hoje era um ombro para relaxar.

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O fim

Sexta-Feira, Junho 19, 2009 · 2 Comentários

Ontem meu namorado e eu conversamos via MSN. E ele foi “sincero” e me disse, entre outras coisas, que às vezes tem vontade de sair gritando… Porque sente falta da época que era solteiro e que não tinha de dar satisfação a ninguém. Que não vivia essa rotina – a maneira como ele definiu o nosso namoro.

Daí então não nos vimos… Apenas falamos. Eu achei melhor me afastar. E estou tão triste, meu Deus…

Se eu mexo no meu computador eu acho fotos. Se eu olho a minha casa eu tenho fotos, eu lembro de coisas… Se eu abro o roupeiro vejo roupas dele. E lembro de tudo… E me sinto um fracassado. Estou aqui digitando e quase chorando e desejando que essa vez fosse como as outras brigas, mas não é. Não dá pra fingir que o que ele me disse não existe, foi muito forte.

Passa tudo na minha cabeça e me sinto extremamente sozinho. Apesar de tudo eu me sinto sozinho… Desamparado…  Desejava voltar no tempo e não ter namorado, e ter sido amigo. Desjava apagar tudo de mim, tirar essa dor. Mas ela não sai… Eu achei que ia me sentir aliviado, mas não. Só me sinto mal e triste.

Me sinto um trapo velho… Inútil, sem cor. Sem nada. Vazio, só um imenso vazio. Sem esperança.

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7ª, já?

Domingo, Junho 14, 2009 · Deixe um comentário

Quando eu iniciei esse blog eu estava em vias de vir pra Santa Catarina. Hoje em dia, estou quase indo pra 7ª fase – no próximo semestre. Eu não posso dizer que ache que o tempo passa rápido… Não… O que me incomoda não é exatamente a velocidade, mas como pode que tudo possa mudar tanto em tão pouco tempo?

Nesses últimos tempos, recentemente, eu tenho pensado muito sobre a vida, o tempo, e a morte. Não sei se foi o falecimento da minha avó que desencadeou tudo isso… Mas de repente, realmente não sou mais um menino de 17 anos e logo a seguir me formo, e lá vamos nós se preocupar com trabalho, família e etc.

Existe algo de doce e perturbador em lembrar o passado. E eu admito que parece muito assustador pensar no futuro.

Não me sinto pronto pra lidar com um leque de coisas… De fato tudo que imaginava quando fazia curso pré-vestibular, ainda pra Arquitetura, pouco aconteceu. Eu jurava que ia ser famoso um dia e ter rios de dinheiro, fazer coisas das mais utópicas que se pudesse imaginar… Ter “o” relacionamento dos sonhos e viver em paz.

Surpreendentemente hoje em dia me preocupo se vou me formar e ter emprego, e em toda devassidão que mora em mim e que eu não dou vazão pelo fato de respeitar os relacionamentos monogâmicos, ainda que estejam altamente perturbadores. Resumindo, penso em ter estabilidade financeira e satisfazer os meus desejos mais mundanos.

O que existe de cretino nisso tudo é que os sonhos ainda existem: um dia publicar um livro, dividir com as pessoas o que aprendo, viver um relacionamento homossexual que não fique se escondendo, constituir uma família, reconhecimento, etc. Mas com o passar de todos esses anos eles adquirem tons meio desbotados e um certo “quê” de ingenuidade.

Me pego pensativo às vezes, sobre o que eu estou construindo atualmente. E pra mim é tão difícil saber o que é bom, o que vale a pena ou não… Já foram muitas coisas tristes que se passaram. Tantas perdas em tantos sentidos.

Me sinto mal com essas mortes todas na minha família… Eu fico agora com medo do que sobrou ir embora também. Os vínculos com o passado vão se rompendo e a sua memória é a única sobrevivente. Uma, aliás, que nem sempre tem uma versão boa ou divertida dos fatos… E você vai perdendo ajuda pra lembrar do resto.

Fico facilmente chocado com a morte… Como por exemplo esse acidente de avião. O que aquelas pessoas sentiram, viveram… Como foi? O que aconteceu?

Desejaria viver num mundo onde a morte não fosse nada disso. Onde se pudesse receber e-mails das pessoas que vivem no Além. Elas estariam lá esperando… Onde a morte não fosse um acidente horrível, ou um momento de extremo medo. Onde fosse apenas deixar ir… Viajar pra lá, pro não sei onde.

E será que realmente esse Além existe? Por que ficou tão mais difícil pra mim acreditar nele hoje em dia? Antes eu acreditava com facilidade.

E a solidão da morte? Esse momento único, pessoal. Dizem que quando nascemos e morremos estamos sozinhos. Não vale! Quando a gente nasce nem sabe que está nascendo (conscientemente, ou você se lembra?). Quando a gente vai partir, ninguém vai com a gente, ninguém vai sentir o que a gente for sentir… Tudo se apaga, e você está só invariavelmente.

Eu admito que tudo isso tem perturbado demais. Não encontro respostas pra essa aflição. Tenho feito terapia, como sempre faço volta e meia… Semestre sim, semestre não, aqui e ali. É esquisito se deparar com a possibilidade de tudo que você imaginou não existir ou não acontecer…

Embora coisas legais, pessoas legais, aconteçam na minha vida, ainda assim – não nego – sempre resta uma inquietudo dentro de mim. E aí vou lá comer pro tempo passar mais rápido, ou pra não me dar conta que falta um sentido. E o pior de tudo é que eu cozinho bem… E depois me sinto mal, gordo e triste. E pensativo.

Como pode isso tudo? Como pode esse mundo onde tudo é um mistério… A vida… A morte… O futuro… O passado… O outro?

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Grande Gripe

Quinta-feira, Maio 28, 2009 · Deixe um comentário

Hoje faz 1 semana desde que comecei a ficar doente. Fui vitimado por uma gripe fortíssima… Sintomas: febre, sudorese, vermelhidão, calor, calarios, dores, fraqueza, etc. A pior noite foi há 2 dias quando simplesmente não consegui respirar. Pode ter sido reação adversa de algum remédio que tomei, mas não tenho certeza.

Intencionava ir à aula, mas realmente não esotu bem ainda. Agora por causa da imunidade baixa estou com outros problemas… E fora os emocionais, porque ando triste e choroso, pra não dizer confuso.

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Dizer adeus

Domingo, Maio 3, 2009 · 2 Comentários

 

Na aromaterapia, o óleo essencial de Cipreste ajuda a lidar com a questão da Morte

Na aromaterapia, o óleo essencial de Cipreste ajuda a lidar com a questão da Morte

Ontem eu estava em casa quando minha irmã me ligou para avisar que a minha avó havia falecido.

Essa minha avó é por parte de mãe, e fiquei muito triste. Ela estava tentando realizar um tratamento na “luta” contra o câncer – cólon sigmóide. Chegou a fazer a cirurgia, mas houveram complicações após, teve de se submeter a outra e por fim foi a infecção na UTI. E então 1 semana depois, acabou.

Confesso que eu estou arrasado. Até o último minuto eu estava com esperança de que alguma coisa poderia acontecer.

Rezei muito, fiz pensamentos bons, acendi velas… Mas acho que nada disso adiantou muito. Parece um pouco com quando a minha bisavó faleceu… E eu tinha lá meus 16 anos. A gente se sente fraco, pequeno, sem poder fazer nada.
Antes de ir pro Hospital ela não tava mal, sofrendo, ou tão triste.. Minha mãe comentou até que ela tava confiante. E por isso é difícil aceitar. Não foi algo “nossa, ela tava sofrendo muito… agora descansou”.

Eu ainda lembro com todas as cores e detalhes de tantas coisas.

Eu acho o câncer uma tristeza sem fim… Porque é como ver uma pessoa indo embora e você não pode fazer nada. A morte é assim. “Eles” vão levando a pessoa… E não tem negociação.

Eu estou numa fase em que não tenho tanta certeza a respeito do que possa haver, e se há, esse outro lado. Eu acredito em Deus ou em uma força, mas não me parece mais tão possível imaginar que um dia vou fechar meus olhos e abrir noutra dimensão. Perdi isso em algum lugar nestes anos, e talvez nunca tenha estado totalmente nas minhas mãos.

Gostaria muito de ter estado pelo menos um dia por lá, de ter ajudado com as terapias naturais… Mas nada disso foi possível. E pra completar eu estou tão longe de casa, que nem tempo eu teria tido de ir ao enterro – que a essa hora já aconteceu.

Muitas pessoas na minha família já se foram, e é como se cada um delas que fosse a história da gente fosse. O nosso “elo” com as nossas memórias desaparece por encanto… E eu lembro de todas essas pessoas que já morreram na minha família, e as vejo juntas em cenas que não fazem mais sentido.

Eu acho injusto que as pessoas morram e que não se possa vê-las ou falar com elas. Acho muito injusto, e sinto muito se eu penso assim. Não encontro uma boa explicação pra isso.

Morrer seria melhor se fosse como ir morar num outro planeta longe, e se pudesse enviar um e-mail ou falar pelo MSN com webcam e voz. Você não estaria junto por um bom tempo, mas sabia que aquilo tudo continuaria e está lá em algum lugar continuando e existindo.

A morte é uma agonia sem resposta. Assutadora! E quem sabe o que acontece quando chegar a hora e a gente fechar os olhos… Qual a sensação, o que se passa. Existe esta surrealidade de “eles nos veem, e nós não os vemos”?.

Como acreditar sem ver?

Estou muito triste e arrasado hoje. A vida passa imensamente rápido. E perto dessa porta da morte eu olho pra tanta incomodação, tanta pequenez que a gente tem de aturar nestes dias… E fico com raiva.

Não há nada que eu consiga pensar para terminar esse texto.

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Quarta-feira, Abril 22, 2009 · Deixe um comentário

Susan Boyle

Me fez pensar:

Ela deu o “troco” em todos que riram e acharam que ela faria um grande fiasco – pela sua aparência e seu jeito singular. Mas e se tivesse cantado super-mal, será que isso daria o direito das pessoas revirarem os olhos, rirem?

O que quero dizer é… Até o dia em que a humanidade tenha sensibilidade o suficiente para não  reprimir a expressão do outro, como querer que o mundo seja diferente?

É como eu sempre digo, as pessoas querem que o mundo mude, e se torne um lugar melhor, mas não tem a capacidade de manter limpo um simples banheiro público – onde bastaria cada fazer a sua parte? Querem uma política incorrupta e funcional, mas podendo, burlam nas pequenas coisas da vida e são incapazes de manter sua palavra?

A coragem de Susan Boyle é um exemplo, para todos aqueles que são oprimidos ou se sentem descaracterizados diante da vida. De qualquer forma é extremamente digno de atenção que isso tenha virado notícia mundial.

Isso quer dizer que de alguma maneira, algo pode estar querendo mudar no coração da humanidade deste planeta.

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